PressPlay carregam electro-rock até ao N101

22 04 2009

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PressPlay | N101 | 24 de Abril 

Em vésperas de mais um aniversário da Revolução dos Cravos, a irreverência instala-se no N101 na próxima sexta-feira, 24 de Abril, com o concerto das PressPlay, em data de primeiro aniversário da Upload Eventos. Música rock com laivos de electrónicas está no cardápio. Fizemos algumas perguntas ao duo composto por Playgirl e Lisa, aqui alargado com a participação de Bruno Sobral (Tsunamiz). Para já acabam de lançar o tema Playhot (download gratuito), mas prometem novas edições e breve.

. O que é que uma caixa de ritmos tem que uma bateria não tem?
A caixa de ritmos pode ser também sintetizador e sequenciador o que nos permite brincar com a batida e o instrumental duma forma completamente diferente. Também nos dá independência na performance.

. Há quem defenda que o rock deve ser orgânico, reprovando o uso de electrónicas. Faz sentido?
Para essas pessoas deve fazer, mas para nós não! A música está sempre a evoluir e embora as nossas influências sejam maioritariamente o rock temos também muito da electrónica. Não nos prendemos a “clichés” e não perdemos tempo a fazer música que já foi mais que feita e re-feita, juntamos tudo e tentamos criar sonoridades inovadoras. Para mais, a electrónica e as máquinas são o futuro.

. Também há quem defenda que os anos 80’s arruinaram a música electrónica. Como se explica que, nos últimos anos, os 80’s e as electrónicas estejam a ser reinventados?
Inovação sonora é a melhor explicação. A electrónica tende em iniciar novas sonoridades, mostrando novos conteúdos. As pessoas produzem inspirando-se nas suas influências e no que gostam, seja os 80’s os 70’s, acabam por reinventar inventado!

. Lembram-se do momento em que decidiram fazer música? E como surgiu a ideia de formar o projecto PressPlay?
Fomos apresentadas pelo vocalista de Tsunamiz (Bruno) já há alguns anos, banda que nos inspira muito. Sempre estivemos muito ligadas ao meio musical, a Margem Sul é um sítio bom para isso porque sempre houve muitos concertos, espectáculos e gente amiga a produzir musica. PressPlay surgiu numa noite conturbada em Almada, entre berros e maluqueira decidimos focalizar a nossa revolta para um processo criativo.

. Entre as duas, o processo de composição é pacífico?
Sim, gostamos muito de produzir e a fusão das duas partes resulta.

. Acabam de lançar o single Playhot? Para quando prevêem a edição de um álbum?
Para muito breve.

. O que é que vocês bebem no backstage antes dos concertos?
Whisky, moscatel, vodka… Qualquer coisa com álcool, não somos esquisitas.

. O que é que podemos esperar de um concerto vosso?
Batida alta, berros, imprevistos e atitude…

O concerto das PressPlay tem o apoio do Movimento Artístico das Taipas.

foto: Carlos Santos





PlusUltra em entrevista antes do concerto no N101

15 04 2009

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PlusUltra | N101 | 17 de Abril

Os PlusUltra dão um concerto na próxima sexta, 17 no N101. A este propósito, contactamos o guitarrista Miguel Azevedo (azevz) que nos respondeu por e-mail. O grupo do Porto é composto por gon, kino e azevz e têm um registo com nove temas gravado, que vendem apenas nos concertos. Apesar de os elementos da banda terem passado por alguns dos projectos fundamentais da música portuguesa dos últimos anos, preferem não falar muito no passado. E, quanto ao futuro, adiantam que o fim da banda já está agendado.

Como surgem os Plus Ultra? Quais os antecedentes dos elementos da banda?
PlusUltra nascem duma vontade do kinorm e do gon de fazer qualquer coisa juntos. Mais tarde o gon desafia-me para um ensaio para ver o que acontece e aconteceu! Relativamente ao passado de cada um eu estudei na Escola Secundária António Nobre e o gon e kinorm na Soares dos Reis!

O que pretendem mostrar com este projecto? Quais os vossos objectivos, têm programada alguma edição?
Não pretendemos mostrar nada. Já temos um disco gravado, ”Non Terrae Plus Ultra” com nove temas que já vai na segunda edição mas já estamos a planear uma nova gravação. Os nossos discos são feitos à mão e vendem se exclusivamente nos nossos concertos.

Qual a vossa opinião relativamente à produção de música nacional?
O underground está de muito boa saúde, a internet é o meio onde tudo acontece. O mainstream acho que está mau, vive-se uma fase do “cantar em português à força toda” e as novelas da TVI são o meio aonde tudo acontece!

Serem do Porto tem alguma influência na música que fazem?
Sem dúvida. É a cidade onde crescemos e aonde gostamos de estar! Estamos rodeados de coisas boas desde a comida, as pessoas, os sítios etc. Tudo isso influencia a nossa forma de estar e de “musicar”. Se vivêssemos em Lisboa não fazíamos a musica que fazemos e se calhar gostávamos de viver noutro sítio, tipo o Porto.

O Rui (gon) surge em diversos projectos como uma espécie de meteoro. Há alguma para isso?
O gon é um gajo bastante requisitado e se calhar tinha mais projectos do que aqueles que tem se aceitasse tudo. Não sei porque é isto acontece mas se calhar é porque tem um escaravelho tatuado no pescoço, não sei!

Dizem que vão acabar no final de 2010. E depois?
“Ficaram as vacas e vieram os bois”. É bom ter um fim para as coisas, detesto ficar a pensar que vou ter de manter uma banda o máximo de tempo possível.

O que podemos esperar de um concerto dos PlusUltra?
Não sei, é mais ou menos como um ovo Kinder, chocolate vai ter de certeza agora o que vem lá dentro…

Concerto com o apoio do Movimento Artístico das Taipas.





Black Bombaim + The Dirty Two no N101

13 02 2008

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Da pródiga cidade de Barcelos chegam os Black Bombaim – quarteto de duas guitarras, baixo e bateria. Há um ano mostraram-se através do lançamento de uma maquete e depois com o lançamento de um EP. Destes registos recolheram as melhores reacções da crítica.

Mas os Black Bombaim são mais uma banda de palco. É aí que provocam as maiores descargas rock. Na próxima sexta-feira será no N101. Ricardo e Mais Novo (guitarras), Tojo (baixo) e Senra (bateria) tomarão a arena.

Tojo, baixista dos Black Bombaim, respondeu-nos a algumas questões que pusemos à banda.

Barcelos tem um alfinete apontado no mapa musical português. O que terá contribuído para uma cultura musical tão rica na vossa cidade?
Sim, Barcelos tem vindo a crescer, tendo nestes últimos dois anos dado um salto significativo, muitas boas bandas estão a aparecer e a singrar. Acho que se deve principalmente ao tédio da cidade, pouco há para fazer numa cidade como Barcelos, que nós gostamos de comparar a um deserto, talvez “Death Valley”. Como qualquer jovem, em qualquer cidade, gostamos todos de música… Mas este tédio quase que nos obriga a ir comprar uma guitarra à loja da esquina e assim temos uma escapatória a este deserto sem areia.

Na vossa página MySpace, alguém vos descreve como parte de uma nova cena barcelense. Como caracterizam essa “cena”?
De certa forma, passa-nos um pouco ao lado esse conceito de “cena barcelense”. Talvez visto de fora pareça um movimento forte, mas para nós, e acho que para maior parte das bandas, é algo completamente natural. Estamos habituados a meios com grande cultura musical e não achamos que seja algo de extraordinário, o que não impede que essa mesma “cena” exista e esteja cada vez mais forte.

Como é que as várias bandas de Barcelos convivem umas com as outras?
Em geral, bem. A maior parte são todos amigos e muitas bandas apoiam-se umas às outras. No entanto, também se nota por vezes sentimentos de inveja e competitividade, mas é algo que nos passa ao lado, já que não creio que ajamos assim, nem nunca notamos algo do género.

Quais são, na vossa opinião, as razões por que o rock nunca há-de morrer?
Simples, porque não é uma moda. Nunca foi nem nunca será, está aqui desde 1950 e não me parece que já deu o que tinha a dar.

Optaram por composições instrumentais, o que é que a música, por si só, tem a dizer para que não sejam necessárias palavras?
Tudo. Já desde a música clássica que as obras são consideradas obras-primas e são muitas vezes só um piano. Tudo o que temos a dizer está nas nossas músicas nas guitarras, no baixo, na bateria. Não temos outra mensagem a passar que não sejam ondas sonoras dos nossos instrumentos, não achamos necessidade. Não que estejamos a pôr completamente de parte a hipótese de qualquer dia termos vozes, mas é algo que não nos preocupa nem nunca nos preocupou. Eu acho que usar letras torna todo o processo um pouco mais pensado, acho que nós gostamos mais que seja um processo espontâneo que ocorra quando cada um de nós pega no instrumento.

Quais as vossas grandes referências musicais?
Acima de tudo, o rock. Bandas como The Jimi Hendrix Experience, Cream, Led Zeppelin, Black Sabbath que começaram todo um movimento, bandas de rock psicadélico alemãs como Amon Düül II, e o stoner actual, que não é mais do que hard-rock psicadélico, como Kyuss, Sleep, Fu Manchu, Nebula, Karma To Burn, The Atomic Bitchwax e Earthless.

O que é que os Black Bombaim têm projectado para o futuro mais imediato?
Depois destes concertos que temos marcados, está planeada uma nova gravação em Março. Vamos apostar mais a sério desta vez, estamos a planear uma edição, algo que nos passou completamente ao lado no nosso primeiro registo, e um conjunto de concertos que começará provavelmente em finais de Abril, ou inícios de Maio. Depois disso, só o futuro dirá.

O que é que podemos esperar de um concerto dos Black Bombaim?
Uma viagem rock n’ roll pelo deserto, mais não podemos dizer. Espero que possam todos passar por lá!

Depois do concerto de sexta-feira, o rock continua no sábado com as selecções da dupla de DJ “The Dirty Two”.

Estas actividades têm o apoio do Movimento Artístico das Taipas (MAT).

O bar N101 fica localizado à margem da estrada nacional 101, à saída da vila de Caldas das Taipas, em direcção a Braga.





sUBMARINe em concerto no N101

30 01 2008

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Os sUBMARINe tocam este fim-de-semana, sábado 2 de Fevereiro, no N101. O quinteto de Famalicão lançou em 2006 o disco “The Next Album” – o segundo de originais, numa discografia que se iniciou em 2002 com o EP “World Flavours”, onde exploravam ambientes sonoros mais próximos da música ambiental dançável e do trip-hop, sempre com recurso a elementos electrónicos.

“The Next Album” muda o quadrante, integrando motivos sonoros mais orgânicos e mais próximos do rock. Ganharam espaço nas play-lists radiofónicas e o single “About You and Me” passou com bastante insistência.

Lançamos algumas questões aos sUBMARINe, que o vocalista Jorge Humberto responde assim:  

As electrónicas típicas dos anos 1980s estão de novo na moda. Dada a persistência da vossa carreira, estiveram à espera deste momento?
O momento é bem-vindo, mas nunca esperamos por ele. As sonoridades dos 80’s estiveram sempre presentes principalmente em mim (Jorge Humberto), porque cresci com elas. Aos restantes elementos da banda chegou por upgrade sonoro e pelo caminho que entretanto fomos trilhando, em termos estético/sonoros.

Mesmo com recurso às electrónicas, decidiram adicionar e explorar uma linguagem mais rock. Porquê esta opção?
A nossa atitude sempre foi rock, pelo menos como banda de palco. No passado exploramos sonoridades mais electrónicas, tais como: trip-hop, dub, lounge, etc., mas na transposição dos temas do disco para palco a coisa foi sempre mais rock e a banda ao vivo sempre foi rock. Mas agora o rock cresceu e sobrepôs-se à electrónica, mas esta última continua cá.
 
O alargamento da formação surgiu da necessidade de explorar novas frequências sonoras?
Não! O alargamento surgiu, para que mais pessoas oferecessem à banda mais força criativa. É a velha história de que “cinco cabeças pensam e executam, melhor que duas”. Se no passado criávamos os temas a dois, de forma isolada em estúdio. Agora os temas nascem na sala de ensaio, com os cinco em acção.

Foram uma das bandas que integraram a colectânea “Brains of Muscle”. Sabem como foram descobertos por Gil Mills da BBC? Sentiram alguma projecção proveniente dessa exposição?
Foi apenas e só um tema numa colectânea, como outras nacionais bandas têm tido. A novidade foi o facto de ser uma edição internacional. Pena é que não tenha tido distribuição em Portugal. A Gil descobriu-nos no myspace e fez o convite. Quanto a projecção nada de mais, apenas alguma curiosidade em torno da banda. 

Como têm corrido as vendas do álbum?
Quando gravamos o disco, só queríamos ganhar mais 1€ do que gastamos e conseguimos. O que foi muito bom. O disco vendeu e continua a vender.  A propósito quem ainda não o tiver, pode comprar no concerto de sábado e quem o tiver faça cópias, para os amigos. Não seja egoísta.

Como vêem as transformações que estão a ocorrer no mercado da venda e distribuição de música?
Ainda bem que as mudanças/transformações estão a acontecer. Cheira muito a medo da parte das grandes editoras, porque as bandas agora possuem autonomia, seja em termos de gravação de discos seja em meios de difusão. Agora possuímos armas para “lutar” de igual, para igual. A indústria tem que ser toda repensada, porque corre o risco de se afundar, mas é um problema que ela própria tem que resolver, não queria estar na sua pele. Penso que o futuro passa por mais concertos e a distribuição da música enquanto objecto físico, a preços mais baixos.

O que é que se pode esperar de um concerto dos sUBMARINe?
Um concerto enérgico, alegre, festivo e sobretudo de partilha. Nós fomos criados para o acto ao vivo e sábado não será excepção.

Este concerto tem com o apoio do Movimento Artístico das Taipas.

O bar N101 fica localizado à margem da estrada nacional 101, à saída da vila de Caldas das Taipas, em direcção a Braga.





Lições de voo e o Peixe : Avião

26 11 2007

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O projecto PEIXE:AVIÃO tem sido apontado como uma das melhores surpresas da música portuguesa para os próximos tempos. São de Braga e juntam André Covas (guitarras e sintetizador), Luís Fernandes (guitarras e electrónica), Pedro Oliveira (bateria e percussão), Ronaldo Fonseca (voz e sintetizador) e Zé Figueiredo (baixo e mellotron) . Alguns desles cruzam-se entre projectos paralelos.

“Finjo a Fazer de Conta Feito Peixe : Avião” é o primeiro registo gravado pelo PEIXE : AVIÃO. Segundo o conceito original da banda, são sons subaquáticos que emergem e se transformam em canções. (Belíssimas canções, acrescentamos nós.)

Dizer que as referências do PEIXE:AVIÃO são óbvias, não passará de uma redundância perigosa. Por isso o melhor mesmo é ouvi-los e vê-los ao vivo. A oportunidade surge no próximo dia 8 de Dezembro, no bar-concerto N101.

Antes disso porém, conheça-se melhor este projecto, através de Luís Fernandes.

: Como nasce o PEIXE:AVIÃO, assim como o conceito em que está envolto?
- Nasceu da vontade de criar um projecto que agregasse pessoas com gostos semelhantes e com muita vontade de criar algo novo utilizando a língua portuguesa como protagonista. O conceito foi nascendo naturalmente durante as sessões de composição e gravação.

: De que forma será distribuído o disco “Finjo a Fazer de Conta Feito peixe : avião”?
- Este trabalho inicial é essencialmente uma promo, como tal não terá distribuição. Será vendida nos concertos e através de encomendas via mail. Serve para dar a conhecer a banda ao máximo possível de pessoas e possibilitar um próximo passo.

: Quais as vossas expectativas para este projecto, tendo em conta o que se vai escrevendo a propósito do disco?
- As nossas expectativas são as melhores pois estamos a encontrar bastante receptividade junto de vários sectores do mundo da música bem como do público. Estamos muito motivados para trabalhar seriamente neste projecto e fazer cada vez melhor, quer ao vivo, quer em estúdio.

: Qual o melhor ambiente para as vossas músicas?
- Acho que o melhor ambiente para ouvir PEIXE:AVIÃO varia com as pessoas. Mas para nós é importante que ouçam, pois é o primeiro passo para gostar.  :)

: O que se pode esperar de um concerto do PEIXE:AVIÃO?
- Num concerto de PEIXE:AVIÃO podem esperar uma carga eléctrica superior à gravação, uma experiência mais intensa. Também um recurso vincado electrónica e experimentação, sem descurar as canções que nos caracterizam.

Este será mais um concerto com o apoio do Movimento Artístico das Taipas.