Os sUBMARINe tocam este fim-de-semana, sábado 2 de Fevereiro, no N101. O quinteto de Famalicão lançou em 2006 o disco “The Next Album” – o segundo de originais, numa discografia que se iniciou em 2002 com o EP “World Flavours”, onde exploravam ambientes sonoros mais próximos da música ambiental dançável e do trip-hop, sempre com recurso a elementos electrónicos.
“The Next Album” muda o quadrante, integrando motivos sonoros mais orgânicos e mais próximos do rock. Ganharam espaço nas play-lists radiofónicas e o single “About You and Me” passou com bastante insistência.
Lançamos algumas questões aos sUBMARINe, que o vocalista Jorge Humberto responde assim:
As electrónicas típicas dos anos 1980s estão de novo na moda. Dada a persistência da vossa carreira, estiveram à espera deste momento?
O momento é bem-vindo, mas nunca esperamos por ele. As sonoridades dos 80’s estiveram sempre presentes principalmente em mim (Jorge Humberto), porque cresci com elas. Aos restantes elementos da banda chegou por upgrade sonoro e pelo caminho que entretanto fomos trilhando, em termos estético/sonoros.
Mesmo com recurso às electrónicas, decidiram adicionar e explorar uma linguagem mais rock. Porquê esta opção?
A nossa atitude sempre foi rock, pelo menos como banda de palco. No passado exploramos sonoridades mais electrónicas, tais como: trip-hop, dub, lounge, etc., mas na transposição dos temas do disco para palco a coisa foi sempre mais rock e a banda ao vivo sempre foi rock. Mas agora o rock cresceu e sobrepôs-se à electrónica, mas esta última continua cá.
O alargamento da formação surgiu da necessidade de explorar novas frequências sonoras?
Não! O alargamento surgiu, para que mais pessoas oferecessem à banda mais força criativa. É a velha história de que “cinco cabeças pensam e executam, melhor que duas”. Se no passado criávamos os temas a dois, de forma isolada em estúdio. Agora os temas nascem na sala de ensaio, com os cinco em acção.
Foram uma das bandas que integraram a colectânea “Brains of Muscle”. Sabem como foram descobertos por Gil Mills da BBC? Sentiram alguma projecção proveniente dessa exposição?
Foi apenas e só um tema numa colectânea, como outras nacionais bandas têm tido. A novidade foi o facto de ser uma edição internacional. Pena é que não tenha tido distribuição em Portugal. A Gil descobriu-nos no myspace e fez o convite. Quanto a projecção nada de mais, apenas alguma curiosidade em torno da banda.
Como têm corrido as vendas do álbum?
Quando gravamos o disco, só queríamos ganhar mais 1€ do que gastamos e conseguimos. O que foi muito bom. O disco vendeu e continua a vender. A propósito quem ainda não o tiver, pode comprar no concerto de sábado e quem o tiver faça cópias, para os amigos. Não seja egoísta.
Como vêem as transformações que estão a ocorrer no mercado da venda e distribuição de música?
Ainda bem que as mudanças/transformações estão a acontecer. Cheira muito a medo da parte das grandes editoras, porque as bandas agora possuem autonomia, seja em termos de gravação de discos seja em meios de difusão. Agora possuímos armas para “lutar” de igual, para igual. A indústria tem que ser toda repensada, porque corre o risco de se afundar, mas é um problema que ela própria tem que resolver, não queria estar na sua pele. Penso que o futuro passa por mais concertos e a distribuição da música enquanto objecto físico, a preços mais baixos.
O que é que se pode esperar de um concerto dos sUBMARINe?
Um concerto enérgico, alegre, festivo e sobretudo de partilha. Nós fomos criados para o acto ao vivo e sábado não será excepção.
Este concerto tem com o apoio do Movimento Artístico das Taipas.
O bar N101 fica localizado à margem da estrada nacional 101, à saída da vila de Caldas das Taipas, em direcção a Braga.


